quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Prevenção Primária: Cocaína

Foto-montagem do governo Colombiano de Prevenção Primaria contra Cocaina

Dependência Quimica/Comportamento/Familia/Crianças

Papéis Apresentados Por Crianças Com Familiares Dependentes de Substâncias Psicoativas.
A Dependência Química é uma doença que atinge, não só a pessoa que faz utilização da(s) substância(s) química(s), mas também àquelas que convivem com esta pessoa, familiares ou não. Mas sem dúvida, dentre àquelas que mais sofrem estão os filhos de uniões onde tal doença se apresenta. E sendo estes, a parte mais frágil dessa família, por questões óbvias, refletem em seus comportamentos aquilo que não conseguem expressar ou temem verbalizar. Nem sempre, ou na maioria das vezes, esses reflexos são analisados à luz de tal compreensão. O problema aparece como "comportamentos inadequados ou diferentes" da criança/adolescente que deverão ser tratados, geralmente de modo unilateral, perpetuando as suas causas e até confirmando erroneamente o que os familiares adoecidos emocionalmente acreditam, que é deles, somente deles, a responsabilidade/culpa dos problemas existentes em suas famílias.
Segue abaixo alguns papéis/comportamentos que as crianças em convívio com a dependência química podem apresentar:
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Papel Apresentado:
Criança Atuante / Problemática
Caracteristicas:
- Apresentam comportamentos inadequados, frustram facilmente o adulto; - São fugidias, escorregadias; - Hiperativas; - Chamam a atenção dos outros (adultos e crianças);Encaminhadas ao SOE da escola e/ou necessita de ajuda de outros profissionais.
Consequências:
- Crianças problemáticas tornam-se adultos irresponsáveis; - Começam a beber e/ou usar SPAs mais cedo; - Qualquer dependência é desenvolvida; - Tornam-se manipuladoras;Age muito através da raiva.
Sentimentos Internos:
- Raiva e solidão; - São crianças solitárias;Riem por medo.
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Papel Apresentado:
Criança Assistente Social
Caracteristicas:
- São mais sensíveis do que as outras; - Seus sentimentos são mais facilmente magoados; - São crianças perceptivas e emocionalmente fracas; - Fazem de tudo pra escapar de constrangimentos (dos outros e o seu); - Torna a vida dos outros mais fácil. É protetora. - Sabe sobreviver; - Fica mais tempo em casa; - É sempre boazinha, todos gostam dela. - Procura sempre arrumar o externo; primeiro a casa, depois ela; - É calorosa.
Consequências:
- Não aprendem a se focalizar; - Não identificam as suas necessidades; - Não tem o seu espaço; - São egoístas: só elas resolvem; - Ficam muito culpadas pelo fato de estarem sempre tentando arrumar o externo e não conseguirem; - São lideres e geralmente não ouvem e nem ligam para o que é dito sobre seus problemas; - São calorosas e empáticas. OBS: Quando esse papel está bem enraizado, não discordam do que é dito, mas não fazem nada do que é sugerido pelos outros. 30% serão adictos e, mais de 90% se casarão com adictos. Estão distantes da raiva e, tentam esconder o medo que sentem.
Sentimentos Internos:
- Expressam tristeza e medo com facilidade.
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Papel Apresentado:
Criança Responsável
Caracteristicas:
- Criança modelo, exemplo. É orienada para objetivos, bons hábitos de estudo. Seu comportamento é reforçado e através deste manipulam para conseguirem o que querem. - É preciso tudo em ordem no seu lar; - Perfeccionistas; - Tem mentalidade de adulto, “mine adulto”; - São organizadoras e assumem responsabilidade com facilidade; - Aprendem a dar ordens e se tornam o “sargento” da casa; - Não são ajudadas; - Sempre se oferecem para voluntário em casa.
Consequências:
- Não conseguem brincar; - São líderes natos; - “Se não fazem perfeito, não vale a pena fazer”; - Visão de vencedor; quando entram num jogo é para ganhar; alguém tem que perder; - Tomam decisões sozinhas, pois só confiam em si mesmas; - Nunca pedem ajuda e descartam o que não podem manipular; - Não sabem escutar e não respeitam o que os outros tem a dizer; - Não confiam. - Tem dificuldade de expressar raiva, mas percebe-se frustração e irritação.
Sentimentos Internos:
- Fora de contato com a tristeza e o medo.
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Papel Apresentado:
Criança Adaptadora
Características:
- Orgulha-se de falar que está tudo bem; - Geralmente são trabalhadoras compulsivas. Podem ter sofrido abuso físico na infância; - Falta de expressão de sentimentos; - Fácil de aparecer doenças (psicossomáticas) ou de outros problemas, porque “engolem” muito”; - Geralmente são filhos do meio; - Não são nem positivas, nem negativas; se adaptam conforme o caso; - Não chamam a atenção; ninguém se preocupa com ela; - Tem poucos amigos, brinca sozinha; - Possui poucos recursos pessoais, não sabem “se virar”; apresentam poucos recursos espirituais também e baixa qualidade de vida. - Tornam-se solitárias, tem dificuldade em pedir ajuda.
Consequências:
- Não aprendem como ajustar a vida; - Não sabem tomar decisões, questionar; - Não sabem colocar seus interesses acima dos outros; - Não tem auto-estima; não tem identidade; - Aprendem depois de um tempo a lidar com o desconforto interno através de remédios.
Sentimentos Internos:
- Mais distante dos sentimentos negativos; no intimo estão com medo e tristes.
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O que é ser criança?
Muitas coisas que temos necessidade podem esperar. A criança não pode esperar! Agora mesmo ela cresce, consolida seus ossos, cria seu sangue e ensaia seus sentidos. Não se lhe pode responder “amanhã”. Ela se chama “agora”. Sofremos a eternidade de muitos erros e de tantas culpas; porém, o nosso maior delito se chama abandono da infância, descuido da fonte... Todos somos devedores do pequenino ser que se esconde em nossas montanhas, que vive nos vales sem outro recurso que não o ar e a luz, e que vagueia pelas cidades suntuosas e eivadas de miséria a um só tempo” (Gabriela Mistral).
Rosa Mª T. Medeiros
Assistente Social
Conselheira Em Dependência Química
Conselheira Familiar
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terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Prevenção: Cocaina

Charge de campanha Norte-Americana da década de 90,
sobre os malefícios da Cocaina.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Absurdos do Etilismo
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TDAH Pode Levar Ao Abuso de Substâncias Psicoativas

Jovens com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) têm mais chances de tornarem-se usuários de drogas ilícitas que os demais jovens da mesma faixa etária. Essa foi a principal conclusão dos pesquisadores do projeto Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade e uso de substâncias psicoativas: estudo de sua associação, do tratamento farmacológico com metilfenidato e neuroimagem através de SPECT com TRODAT, desenvolvido por pesquisadores do Centro de Pesquisas em Álcool e Drogas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. O envolvimento de adolescentes com substâncias psicoativas (SPAs), um dos mais importantes problemas de saúde pública do país, pode ser originado por muitas e diferentes causas, e sabe-se que vários transtornos psiquiátricos podem atuar como fatores predisponentes ao uso de drogas, como por exemplo o Transtorno de Conduta. Com os dados finais dessa pesquisa, provou-se que a presença isolada do TDAH contribuipara uma dependência química mais intensa e de pior prognóstico. Como o TDAH se desenvolve antes dos sete anos de idade, cerca de seis anos antes do início da dependência de substâncias psicoativas, e considerando-se que esse transtorno apresenta tratamentos farmacológicos bem estabelecidos, o esclarecimento da natureza da associação entre ambos é essencial em termos de prevenção primária ao uso problemático de drogas. Apesar das evidências da eficácia do tratamento medicamentoso do TDAH, poucos estudos anteriores avaliaram a intervenção medicamentosa quando está presente a comorbidade TDAH e o uso de drogas. Como o TDAH e o uso de SPA estão associados a alterações em circuitos cerebrais de funcionamento dopaminérgico – a dopamina é um neurotransmissor, precursor natural da adrenalina e da noradrenalina, que tem como função a atividade estimulante do Sistema Nervoso Central – como o sistema de recompensa, foram analisadas funções cerebrais através de Tomografia Computadorizada por Emissão de Photons (SPECT) e TRODAT (radiofármaco específico para o transportador da dopamina). O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um problema neurobiológico que ocorre em 3 a 5% das crianças, possui causas genéticas, aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, desorganização, inquietude e impulsividade, sendo chamadopor vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Sendo uma situação crônica, pode acarretar diversos prejuízos ao indivíduo, como dificuldades na escola, na universidade, no emprego, mais chances de gravidez não-planejada e de envolvimento em acidentes, por exemplo. O tratamento desse problema deve ser multimodal, englobando medicação, orientação às pessoas de convívio do paciente e psicoterapia. Além da associação do TDAH com o uso de substâncias psicoativas, o estudo também avalia a intervenção medicamentosa no transtorno quando está presente o uso ou o abuso de drogas. Para embasar o estudo foram entrevistados 968 adolescentes da região metropolitana de Porto Alegre, todos entre 15 e 20 anos de idade, sendo que foram identificados 61 usuários de drogas ilícitas com suspeita de terem TDAH que participaram do projeto. Os pesquisados não estavam recebendo nenhum tipo de tratamento para TDAH nem para abuso de drogas, fosse ele medicamentoso ou psicoterápico. O estudo de caso-controle foi desenvolvido pela autora Cláudia Szobot durante seu doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sob orientação do professor Flavio Pechansky. Além da tese final, os dados da pesquisa vão resultar na publicação de artigos científicos. O projeto recebeu financiamento dos laboratórios Eli Lilly e Toxilab, do FIPE, do PRODAH e do CPAD.
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Propaganda do cigarro Camel
Década de 90
- Brasil -
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AS 12 TRADIÇÕES DE NAR-ANON

1ª Tradição – “Nosso bem-bem estar comum deve estar em primeiro lugar, o progresso pessoal do maior número de membros depende da unidade”. 2ª Tradição – “Para nosso propósito de grupo há somente uma autoridade – um DEUS amoroso que pode se manifestar em nossa consciência de grupo. Nossos líderes são apenas servidores de confiança; eles não governam”. 3ª Tradição – “Os parentes de dependentes químicos, quando se reúnem para prestar ajuda uns aos outros, podem chamar-se de GRUPO FAMILIAR NAR-ANON, deste que, como grupo, não tenham outra filiação. O único requisito para ser membro é que exista um problema de dependência química num parente ou amigo”. 4ª Tradição - “Cada grupo devia ser autônomo, exceto em assuntos que afetem um outro grupo, ou ao Nar-Anon, como um todo”. 5ª Tradição – “Cada grupo familiar Nar-Anon tem apenas um propósito; prestar ajuda a familiares de dependentes químicos. Fazemos isso, praticando os DOZE PASSOS DO NAR-ANON, nós mesmos, encorajando e compreendendo nossos parentes dependentes, bem como acolhendo e proporcionando alívio a familiares de dependentes”. 6ª Tradição – “Nossos GRUPOS FAMILIARES NAR-ANON nunca deveriam endossar, financiar ou emprestar nosso nome a qualquer empreendimento de fora, para que problemas de dinheiro, propriedade e prestígio não nos desviem de nosso objetivo espiritual primordial. Embora sendo uma entidade separada, deveríamos sempre colaborar com o N.A. (Narcóticos Anônimos)". 7ª Tradição – “Cada grupo deveria ser totalmente auto-suficiente, recusando contribuições de fora”. 8ª Tradição – “O trabalho do DÉCIMO-SEGUNDO PASSO NAR-ANON deveria sempre permanecer não profissional, mas nossos centros de serviços podem contratar funcionários especializados”. 9ª Tradição – “Nossos GRUPOS, como tais, nunca deveriam ser organizados, mas podem criar juntas de serviço ou comitês diretamente responsáveis por aqueles a quem prestam serviços”. 10ª Tradição – “Os GRUPOS FAMILIARES NAR-ANON não opinam sobre questões de fora; portanto nosso nome jamais deveria ser envolvido em controvérsia pública”. 11ª Tradição – “Nossa política de relações públicas se baseia na atração, não na promoção; precisamos manter sempre o anonimato pessoal, a nível de imprensa, rádio, televisão e filmes. Precisamos proteger, com o máximo cuidado, o anonimato de todos os membros de Narcóticos Anônimos”. 12ª Tradição – “O anonimato é a base espiritual de todas as nossas TRADIÇÕES, lembrando-se de colocar os princípios acima das personalidades”.